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Saiba como atua a vacina contra HPV e entenda os mitos e verdades sobre o vírus

Categoria: Bem Estar
Postado em: 29/07/2015 às 15:21
Fonte: http://gnt.globo.com

Desde março de 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), esse é o terceiro tipo mais frequente da doença na população feminina e a terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. No último ano, um total de 5 milhões de meninas foram vacinadas no país, onde a campanha de vacinação tem como público-alvo meninas entre 9 e 11 anos – com chamada também para aquelas entre 12 e 13 anos que não foram contempladas com a primeira dose em 2014. Além de estar disponível na rede pública e ter sido incluída no calendário nacional de imunização, a vacina também pode ser encontrada em postos privados. 

Sobre as dúvidas em relação à eficácia e à segurança da vacina, o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES, Alexandre Chieppe, afirma: “Sabemos que muitas meninas deixam para a última hora, mas é importante lembrar que a vacina é segura e utilizada por diversos países do mundo".

Confira alguns mitos e verdades sobre a doença e sobre a vacina:

1

Só se contrai HPV através de relações sexuais

MITO. O HPV é um vírus que é transmitido por microtraumatismos da pele na relação sexual e não pela secreção do ato. "Uma menina virgem, por exemplo, pode se contaminar", explica a ginecologista Natalia Gama. "O vírus não fica no ar, ele fica na célula, então é preciso ter o rompimento dessa célula para haver a transmissão. "O que acontece é que alguns tipos de HPVs gostam de determinadas regiões, como é o caso da região genital feminina e masculina, e fica-se mais vulnerável", esclarece Natalia.

O fato de sua transmissão se dar, principalmente, pelo contato pele a pele, mucosa-mucosa ou pele-mucosa, significa que mesmo aqueles que não têm vida sexual ativa estão suscetíveis ao contágio. "Crianças pegam HPV no toque. Pode-se contrair o HPV com beijo na boca. Ou seja, 80% das pessoas terão o vírus", alerta o ginecologista José Bento.  

2

O HPV pode apresentar sintomas visíveis ou não

VERDADE. O HPV é um vírus bastante comum e recorrente. Em alguns casos, pode provocar o aparecimento de verrugas indolores na pele ou alterações no colo do útero que podem levar ao câncer. Na maioria das vezes, porém, a infecção do HPV não se manifesta através de nenhum sintoma. "Justamente por não aparentar sintomas, o HPV acaba sendo perigoso, se não acompanhado. O ginecologista, nos exames de rotina, fará avaliação adequada", explica o médico Marcelo Steiner, professor afiliado do setor de Ginecologia Endócrina, Planejamento Familiar e Climatério da Faculdade de Medicina do ABC. 

Em alguns casos, o HPV se manifesta com o aparecimento de verrugas, por exemplo. Quando não, as manifestações decorrentes do HPV só podem ser detectadas através do exame de alteração citológica – o papanicolau nas mulheres e o vasectomia e peniscopia (olhar o pênis com lente de aumento) nos homens."A presença do HPV é muito comum, mas nem todo mundo desenvolve a doença", afirma o ginecologista, médico colaborador da Clínica Stockli em São Paulo.

3

A melhor maneira de se proteger contra o HPV é fazer sexo com camisinha

MITO. Considerando que o HPV não é transmitido apenas com a penetração e com os fluidos da relação sexual, mas pelo contato pele com pele, a camisinha só protege na região coberta por ela. Ou seja, não é suficiente para proteger do contágio. "Podemos considerar que, para a prevenção de câncer, o ideal é fazer sexo com camisinha, é vacinar, é ir ao ginecologista regularmente e ter uma qualidade de vida boa. Se vacinou, mas é estressada, come mal e não vai ao ginecologista, pode manifestar alguma doença a partir do vírus", alerta Natália Gama. 

4

A vacina pode apresentar efeitos adversos e tem contraindicações

VERDADE. A partir da investigação por parte do Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos mantido pelo Programa Nacional de Imunizações concluiu-se que, desde o início da vacinação na rede pública de saúde, em março de 2014, 91% dos eventos associados à vacina contra HPV foram classificados como leve. Reações como dor no local de aplicação, coloração avermelhada da pele e dor de cabeça foram detectadas, assim como confirmados 12 casos de reações alérgicas. "São vacinas seguras e bem toleradas", garante a ginecologista Viviane Monteiro.

A vacina é contraindicada para gestantes, mas pode ser administrada em mulheres que estão amamentando, pois as informações já disponíveis não apontam efeitos prejudiciais. "Se a menina engravidar após o início do esquema vacinal, as doses subsequentes deverão ser adiadas até o período pós-parto. Caso a vacina seja administrada inadvertidamente durante a gravidez, nenhuma intervenção adicional é necessária, somente o acompanhamento pré-natal adequado", recomenda Renata Fontes, professora de enfermagem do Centro Universitário Celso Lisboa. Além disso, não é indicada para pacientes com doença aguda ou hipersensibilidade aos componentes da vacina

5

Tomei a vacina, portanto, estou livre de contrair o vírus

MITO. "Você fica livre dos mais comuns, causados pelo 16 e 18, além dos não oncogênicos, chamados de 6 e 11", explica Natalia Gama. Mas ela alerta que são mais de 100 tipos de HPVs e que a vacina protege somente de quatro, explica a especialista. Hoje existem duas vacinas disponíveis: a bivalente e a quadrivalente. A primeira oferece proteção contra os tipos 16 e 18 do vírus, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo de útero. Já a quadrivalente atua também sobre os tipos 6 e 11 que são encontrados na maioria das verrugas genitais.  

Ainda que você tenha contraído HPV, a vacina é importante: "Adianta, até porque a gente não sabe quando o vírus que tem, exatamente. Quem garante que você não tem um daqueles que é imunizado pela vacina (16, 18, 6 e 11 são os quatro tipos de HPV dos quais a vacina protege)?", explica Natalia Gama. O paciente pode ter manifestado um tipo e, com a vacina, evita contrair outro.

6

A eficácia da vacina está condicionada às três doses

VERDADE. De acordo com Renata Fontes, a partir da segunda dose a adolescente passa a estar imunizada, mas somente completando o esquema vacinal é que se alcança a garantia da proteção. "A eficácia está condicionada às três doses da vacina”, afirma Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES. 

O cronograma de vacinação deve ser seguido da seguinte forma: a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira, e a terceira dose cinco anos depois da primeira. Segundo o Ministério da Saúde, a duração da imunidade ainda não foi determinada, pois a comercialização da vacina é recente, mas estipula-se entre oito e nove anos.

7

A vacina do HPV estimula a vida sexual das mulheres

MITO. O Brasil enfrenta outro obstáculo quando o assunto é a vacina contra o HPV. Enquanto em países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos, a campanha é oficial e voltada para meninas, mulheres, meninos e homens, por aqui ainda ela enfrenta uma questão cultural: a de que vacinar uma menina naquela idade, que ainda não tem vida sexual ativa, pode estimular a começá-la, antecipadamente. "Em paralelo à campanha de vacinação, há uma campanha nas escolas pela autorização para vacinar as meninas", conta Natalia Gama. Com isso, é importante esclarecer que, não, a vacina não tem nenhum papel no início da vida sexual da criança e que não necessariamente ela vai contrair o vírus através do ato sexual. 

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O alto custo da vacina em postos privados ainda é um obstáculo à vacinação

VERDADE. Enquanto as vacinas contra o HPV do tipo quadrivalente estão disponíveis na rede pública gratuitamente para meninas na faixa etária de 9 a 11 anos de idade, nas clínicas particulares o valor a ser pago pela imunização pode chegar à soma de R$ 1200,00. Isso porque cada dose da vacina de tipo quadrivalente, das três necessárias, custa em média R$410,00 e a de tipo bivalente, R$ 320,00.


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