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Qual é o impacto da dieta e do exercício no combate ao câncer?

Categoria: Bem Estar
Postado em: 09/06/2016 às 19:22
Fonte: veja.abril

O impacto é alto. Pacientes com diagnóstico de câncer devem fazer dieta e se exercitar, sim, como medida de combate à doença. A recomendação, feita por especialistas, baseou-se em uma série de estudos apresentados durante o Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), que acontece em Chicago, nos Estados Unidos, associando a perda de peso com maiores chances de sobrevivência.

De acordo com informações do jornal britânico The Telegraph, embora a obesidade esteja relacionada a mais de 10 tipos de doença, incluindo tumores de mama, intestino e ovário, a maioria dos estudos realizados até então focou na perda de peso como prevenção do desenvolvimento da doença. Esta é a primeira vez que os pesquisadores mostraram que emagrecer pode ter efeito no aumento das chances de sobrevivência após um diagnóstico de câncer.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, acompanhou quase 5.000 mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Os resultados mostraram que aquelas que caminhavam três horas por semana tinham um risco de morte 46% menor. A prática mostrou-se benéfica mesmo entre aquelas que iniciaram a prática após décadas de sedentarismo, mas, neste caso, a redução da mortalidade foi um pouco menor: 33%.

“Após o tratamento, perder peso é a melhor medida que você pode fazer para a sua saúde. É o segundo melhor remédio para o tratamento, é gratuito e não tem efeitos colaterais. Toda mulher diagnosticada com câncer de mama deveria ser aconselhada sobre perda e manutenção do peso, além dos benefícios da prática de atividade física. O diagnóstico oferece uma janela de oportunidades e a dieta associada ao exercício pode ter um efeito profundamente poderoso neste processo”, disse Melinda Irwin, diretora associada do Centro de Prevenção do Câncer de Yale.

Segundo ela, o diagnóstico é o momento para os pacientes fazerem mudanças no estilo de vida, por isso, os médicos devem ter sensibilidade no trato com os pacientes, mas precisam trazer o assunto à tona.

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Um segundo estudo, também realizado por cientistas de Yale, com 144 mulheres com câncer de ovário, descobriu que a metade das participantes que praticou exercícios teve uma queda de 27% nos níveis de leptina, um hormônio associado ao câncer. Além disso, essas pacientes também apresentaram uma diminuição de 15% no IGF-1, um hormônio natural de crescimento humano que alimenta a propagação do câncer.

Segundo Melinda, os resultados deste estudo são particularmente interessantes porque mais de metade das participantes tinha um tipo avançado de câncer de ovário, mas aquelas que realizavam pelo menos 20 minutos de caminhada por dia, tiveram mudanças significativas em biomarcadores para a progressão do tumor.

Outro estudo de Yale, também apresentado no ASCO, realizado com 221 portadoras de câncer de mama, descobriu que uma redução de apenas 6% no peso resultou na diminuição de 5% em uma proteína sinalizadora de crescimento endotelial vascular, conhecida por estimular o tumor.

Por fim, um estudo realizado por pesquisadores das Universidades Stanford e Harvard, ambas nos Estados Unidos, com mais de 4.000 pacientes com câncer de mama, mostrou que aquelas com maior quantidade de gordura no abdômen – circunferência superior a 89 cm – tinham 33% maior risco de mortalidade.

 


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